Mostrando postagens com marcador aceitação do corpo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aceitação do corpo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mulheres negras obesas apresentam maior auto-estima do que mulheres brancas obesas



Um artigo americano recente, publicado na revista científica "Applied Research in Quality of Life", concluiu que mulheres negras obesas têm auto-estima mais elevada do que mulheres brancas com o mesmo grau de obesidade, além de apresentarem pontuação mais elevada em um questionário que avalia a qualidade de vida como um todo. Ou seja, as mulheres negras obesas também teriam uma melhor qualidade de vida.

Os dados analisados foram coletados entre 2000 e 2010 e participaram da pesquisa 172 mulheres negras e 171 mulheres brancas, todas obesas. A pesquisa indica que as negras aceitam melhor seus corpos, talvez por uma questão cultural. Dados recentes mostram que, nos Estados Unidos, cerca de 80% da população negra feminina acima de 20anos de idade apresenta sobrepeso ou obesidade.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Meu corpo, o estranho


A tirinha acima nos mostra de forma nua e crua o estranhamento que temos diante do nosso próprio corpo. Apesar da nossa existência estar 100% vinculada a ele, muitas vezes preferimos não conhecer aquilo que nos incomoda. Tentem este exercício: ficar nu/nua diante do espelho e se observar por três minutos. Difícil, não?
O problema é que este estranhamento só piora a nossa imagem corporal, ou seja, a percepção e a atitude que temos diante do nosso corpo. Se eu não conheço meu corpo, como posso respeitá-lo? E se eu não o respeito, como posso gostar dele? (sim, isto é possível, e não importa o tamanho/forma do seu corpo!)
Pensando nisso, deixo aqui alguns exercícios e reflexões de um texto bem bacana que usamos com as pacientes com transtornos alimentares lá do Ambulim. Experimentem e exercitem no dia-a-dia!

1. Nós nascemos em amor com nossos corpos. Observe uma criança sugando seus dedos e pés, sem se preocupar sobre “que corpo gordo eu tenho”. Imagine estar em amor desta forma com o seu próprio corpo.
2. Pense em seu corpo como uma ponte: crie uma lista de todas as coisas que você pode fazer com ele.
3. Esteja consciente do que seu corpo faz a cada dia. Ele é o instrumento de sua vida, não um ornamento para o prazer dos outros.
4. Faça uma lista de pessoas que você admira, que contribuem para sua vida, sua comunidade e o mundo. Quanto da aparência destas pessoas importa para o seu sucesso e realização?
5. Considere o seu corpo como uma fonte de prazer. Pense em todos os modos que ele faz você se sentir bem.
6. Curta seu corpo: estique-se, dance, caminhe, cante, tome um banho de espuma, faça massagem, vá ao pedicure...
7. Ponha frases em seu espelho como: “Eu sou bonito/a por dentro e por fora”.
8. Caminhe de cabeça erguida, com orgulho e confiança em você mesmo como pessoa, não como um “tamanho”.
9. Não deixe seu “tamanho” manter você afastado/a das coisas que você gosta.
10. Reponha o tempo que você gasta criticando sua aparência com atividades mais positivas e satisfatórias.
11. Você sabia que sua pele se troca a cada mês? Seu estômago forra-se a cada 5 dias? Seu fígado a cada 6 semanas? Seu esqueleto a cada 3 meses? Seu corpo é extraordinário – respeite e aprecie isto.
12. Seja o/a especialista sobre o seu corpo – conteste as revistas de moda, a indústria de cosméticos e as tabelas de “peso ideal”.
13. Toda manhã, quando se levantar, agradeça a seu corpo por ter descansado e se rejuvenescido para que você pudesse aproveitar o dia.
14. Toda noite, quando for para a cama, agradeça a seu corpo porque ele ajudou você a atravessar o dia.
15. Encontre um tipo de exercício que lhe dê prazer e o faça regularmente, não para perder peso, mas para sentir-se bem.
16. Pense: se você tivesse apenas um ano para viver, o quão importante seria sua imagem corporal e sua aparência?
17. Faça uma lista de seu guarda-roupa. Você veste roupas para esconder seu corpo ou para seguir a moda? Mantenha apenas as roupas que dão a você sensação de prazer, confiança e conforto.
18. Jogue a balança fora. Adote um estilo de vida saudável e pese-se somente quando for necessário devido a condições médicas. Assuma que limites auto-impostos de peso são muitas vezes arbitrários e estão fora do peso programado internamente pelo nosso corpo.