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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Dia Mundial do Diabetes: repensando o convívio com a doença


O Dia Mundial do Diabetes, comemorado em 14 de novembro, é uma data de sensibilização quanto à prevenção da doença, seu diagnóstico precoce e o controle das variações da glicemia (que é o açúcar do sangue). Tal controle depende intimamente de um estilo de vida saudável, que envolve a prática de atividade física, uma alimentação equilibrada e também o controle do estresse.

Em relação à alimentação, a boa notícia é que as diretrizes mais atuais, como a da American Diabetes Association, não são prescritivas e enfatizam a individualização do plano terapêutico nutricional. Ou seja, elas colocam que não existem “alimentos proibidos” ou comidas específicas que a pessoa com diabetes não possa comer, mas ressaltam que a mudança de comportamentos é sim necessária para um bom controle e convívio com a doença.

Agora em outubro, no workshop do movimento Nutrição Comportamental - do qual faço parte como membro do Genta -, pude falar sobre estratégias para auxiliar na mudança de comportamentos alimentares de indivíduos com diabetes (aliás, haverá um capítulo só sobre o tema no livro da Nutrição Comportamental, que será lançado ano que vem!). E uma dessas estratégias é a prática do mindfulness termo que pode ser traduzido como “atenção plena” (e que também estará no livro!).

A atenção plena é a capacidade de intencionalmente trazer atenção ao momento presente, sem julgamentos ou críticas, com uma atitude de abertura e curiosidade. A prática da atenção plena, que se dá por meio de exercícios meditativos, nos faz responder de forma menos automática a determinados estímulos, inclusive alimentares. Já escrevi nesse blog sobre um estudo que avaliou os benefícios do comer com atenção plena (mindful eating) para o controle metabólico de pacientes com diabetes tipo 2, e outros estudos publicados recentemente (vejam aqui e aqui) já mostraram que a atenção plena promove benefícios na qualidade de vida, na redução do estresse e consequentemente no controle glicêmico de pacientes com diabetes.

Se você conhece alguém com diabetes ou mesmo convive com a doença, não se contente com regras alimentares genéricas sobre o que deve ou não comer. Sua alimentação pode ser pensada de forma global, levando em conta seu estilo de vida, suas preferências e o autoconhecimento de seu corpo e seus sinais internos. Pense nisso.

Aproveito para deixar como dica um outro texto sobre essa data comemorativa, que escrevi em 2011 aqui no blog.
  
Boa semana a todos!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mindful eating melhora o controle do diabetes!


Em homenagem ao Dia Mundial do Diabetes, comemorado nesta última quarta-feira, gostaria de compartilhar os resultados de um estudo interessantíssimo que verificou a eficácia de uma intervenção nutricional focada em mindful eating no controle do diabetes tipo 2.

Mindful eating, que poderia ser traduzido por “comer consciente”, é uma filosofia que eu particularmente adoto com meus pacientes e que defende que devemos respeitar os sinais internos de nosso corpo (fome, saciedade, apetite) para decidirmos o que, quando e quanto comer. Para saber mais, leia o excelente texto escrito pela minha colega Fernanda Timerman no blog do GENTA.

O estudo dividiu 52 adultos diabéticos tipo 2 com pelo menos um ano de doença em dois grupos, que receberam intervenções semanais durante três meses: mindful eating e smart choices (“escolhas inteligentes”). No primeiro, não houve metas nutricionais específicas; os participantes aprenderam técnicas de meditação mindful para auxiliar no momento da decisão e escolha alimentar; aprenderam a identificar os sinais de fome e saciedade e a comer de acordo com eles, bem como identificar a presença de “fome emocional”.

Já no segundo grupo, os diabéticos receberam orientações nutricionais tradicionais, como por exemplo quais são os diferentes tipos de carboidrato, sua influência no controle glicêmico, quanto posso comer, como ler um rótulo, o que comer fora de casa, etc.

Os resultados mostraram que houve redução significante de peso, hemoglobina glicada e ingestão alimentar em ambos os grupos, sem diferença entre eles. Importante ressaltar que a prática de atividade física e uso de medicação também foram semelhantes entre os participantes.

Ou seja: as técnicas de mindful eating se mostraram tão eficazes quanto a educação nutricional tradicional para o controle metabólico de pacientes diabéticos tipo 2.

Bom saber que estou fazendo um bom trabalho!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dia Mundial do Diabetes: 5 dicas interessantes para quem tem diabetes


Dia 14/11 foi o Dia Mundial do Diabetes, e aconteceram várias atividades no mundo todo visando detectar novos casos e educar os pacientes que já convivem com a doença. Em homenagem à minha amiga nutricionista Nathália Besenbruch, que tem diabetes desde bebê, queria deixar minha contribuição à data (tudo bem, já passou, mas o que vale é a intenção!): são 5 dicas de como conviver melhor com a doença. Vamos lá!

1. Conheça o seu corpo: o diagnóstico de diabetes, apesar de sua conotação negativa, pode ser encarado com uma oportunidade única de conhecer o próprio corpo e entender melhor como ele funciona. Ouvir outras pessoas com diabetes é interessante, mas não assuma que você terá as mesmas reações/sintomas que ela. Cada corpo é único, aprenda com o seu.

2. Mexa o seu corpo: já se sabe que a prática regular de atividade física ajuda no controle do diabetes, além de todos os outros benefícios que uma atividade prazerosa traz. Mais uma oportunidade única de conhecer os limites do seu corpo e saber o que ele pode fazer por você! Preste atenção aos sinais do seu corpo durante o exercício e nunca o faça em jejum, já que pode gerar hipoglicemia. E se a glicemia estiver muito alta (>200mg/dL), faça atividade leve e monitore a glicemia antes, durante e após. Não esqueça de se hidratar!

3. Reduza o seu nível de estresse: o estresse aumenta a secreção do hormônio cortisol, que gera hiperglicemia e resistência à ação da insulina (hormônio que permite o transporte da glicose para dentro das células). Ou seja, o estresse piora o controle do diabetes! Medite, respire fundo e pense positivo.

4. Respeite e ame o seu corpo: muitos pacientes com diabetes podem eventualmente sentir raiva de seu corpo, e se engajar em pensamentos do tipo "por que comigo?". A partir do momento que respeitamos e honramos nossos corpos, estamos automaticamente melhorando nosso auto-cuidado. Afinal, como dizia Caetano Veloso, "qaundo a gente gosta, é claro que a gente cuida".

5. Encontre profissionais que você goste e confie: o tratamento do diabetes, assim como de qualquer doença crônica, é multiprofissional. Encontre profissionais capacitados em diabetes, que você goste e confie. Assim, a comunicação e o tratamento se tornam mais fáceis.