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sábado, 2 de novembro de 2013
Como aceitar meu corpo se eu fico mais bonito/a mais magro/a?
Está é uma pergunta que costumo escutar bastante no consultório, quando tento trabalhar autoaceitação como forma de melhorar o autocuidado. Vamos refletir sobre como aceitar mais o corpo:
1. Desafie suas crenças: isto de fato é verdade?
As pessoas/mídia repetem tantas vezes que magreza = beleza que muitas vezes nós não desafiamos este “senso-comum”. Você de fato acredita que fica mais bonito/a mais magro/a? Ou será que seu olhar está tão viciado naquilo que você gostaria que seu corpo fosse (de forma a se encaixar no padrão do que é belo) que não consegue enxergar as belezas (mesmo que sutis) de seu próprio corpo?
A beleza depende do olhar de quem vê e, portanto, do seu julgamento sobre aquilo que vê. Aceitar seu corpo depende de uma atitude positiva que tem que partir de si próprio. Esteja aberto para buscar recursos que valorizem outros tipos de beleza, que valorizem a beleza presente na diversidade de corpos existentes:
- Busque fotos de modelos plus-size
- Veja os sites de movimentos como “The Body Positive” e “The Body Project”
- Compre roupas novas que façam você se sentir bem; afinal, é impossível aceitar seu corpo com algo extremamente apertado te incomodando
- Conscientize-se sobre a manipulação das imagens divulgadas pela mídia: lembre-se que por trás das imagens existem maquiadores, cabeleireiros, luzes artificiais colocadas no lugar certo, Photoshop...
2. Pare de se vitimizar
Pare de acreditar que seu corpo é a única coisa “errada” em sua vida atualmente. Pense:
- no que você pode fazer hoje, independentemente de seu peso, para trazer mais sentido à sua existência
- em como buscar realização pessoal sem ser por meio do emagrecimento
Reveja suas vontades e sonhos e saia em busca deles agora. Você não precisa esperar o “corpo ideal” para começar a viver sua vida.
3. Acredite na importância da aceitação corporal para seu bem-estar (e, quem sabe, emagrecimento)
Gostar um pouco mais do seu corpo pode catalisar mudanças duradouras nos hábitos de saúde. Quem se gosta se cuida melhor, pois de fato se sente merecedor de cuidado. Não conheço nenhum estudo que diga que quem se odeia emagrece mais ou tem uma saúde melhor. Mas conheço estudos que dizem o contrário.
Bom final de semana a todos!
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Campanhas “antiobesidade” manipulam imagens de crianças
Todos sabemos que as imagens veiculadas pela mídia atualmente estão completamente modificadas por Photoshop. Mas as imagens não são editadas somente para deixar as pessoas mais magras: elas podem se tornar mais gordas também.
Uma agência governamental americana criou uma campanha “antiobesidade” mostrando a imagem de uma criança gorda tomando um pacote de açúcar, alegando que é isso mesmo que acontece quando se toma sucos industrializados e refrigerantes. O espantoso é que eles usaram como base a fotografia de uma criança com peso aparentemente normal, modificando-a com o Photoshop. Como se só as crianças com excesso de peso tomassem sucos e refrigerantes...

Esse tipo de estratégia para chocar os consumidores já foi usado em muitas campanhas “antiobesidade”. Coloco entre aspas pelo seguinte motivo: usar imagens estereotipando os obesos contribui ainda mais com a estigmatização de quem está acima do peso e não ajuda em nada na promoção de mudanças de comportamento (este estudo demonstra isso de forma muito clara). Ou seja: fazer os gordos se sentirem mal, por meio de campanhas retratando de forma negativa pessoas obesas, NÃO fará com que eles adotem comportamentos mais saudáveis. Ponto final.
Se esse tipo de campanha funcionasse (veja mais um exemplo abaixo, de um homem que aparece com a perna “amputada” pelo Photoshop), os índices de obesidade não estariam crescendo...
Uma agência governamental americana criou uma campanha “antiobesidade” mostrando a imagem de uma criança gorda tomando um pacote de açúcar, alegando que é isso mesmo que acontece quando se toma sucos industrializados e refrigerantes. O espantoso é que eles usaram como base a fotografia de uma criança com peso aparentemente normal, modificando-a com o Photoshop. Como se só as crianças com excesso de peso tomassem sucos e refrigerantes...

Esse tipo de estratégia para chocar os consumidores já foi usado em muitas campanhas “antiobesidade”. Coloco entre aspas pelo seguinte motivo: usar imagens estereotipando os obesos contribui ainda mais com a estigmatização de quem está acima do peso e não ajuda em nada na promoção de mudanças de comportamento (este estudo demonstra isso de forma muito clara). Ou seja: fazer os gordos se sentirem mal, por meio de campanhas retratando de forma negativa pessoas obesas, NÃO fará com que eles adotem comportamentos mais saudáveis. Ponto final.
Se esse tipo de campanha funcionasse (veja mais um exemplo abaixo, de um homem que aparece com a perna “amputada” pelo Photoshop), os índices de obesidade não estariam crescendo...
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