quarta-feira, 27 de abril de 2016

As principais barreiras para comer melhor - parte 2


Dando continuidade ao texto da semana passada, aqui estão algumas outras barreiras para comer melhor que identifico em meus pacientes:  
1. Viver no piloto automático: é impressionante o número de reações automáticas que podemos apresentar quando estamos diante de um estímulo alimentar. Algumas pessoas vão ao cinema e, sem nem mesmo avaliar se estão com fome ou vontade naquele momento, acabam entrando na fila da pipoca.  Outras vão ao rodízio e, “para fazer o dinheiro valer”, terminam comendo excessivamente, até se sentirem fisicamente desconfortáveis.
Tente se reconectar consigo mesmo quando estiver diante da comida. Preste atenção nas decisões automáticas que surgem e reflita se elas fazem sentido naquele momento. Por que estou comendo? Estou com fome ou vontade? Como estou me sentindo? Estou comendo só porque vi o alimento? Vou me sentir bem se comê-lo neste momento?
2. Comer enquanto a cabeça passeia: muitas vezes enquanto comemos, não estamos de fato presentes na experiência sensorial que a comida nos proporciona. Pensamos no que deixamos de fazer, nos preocupamos com aquilo que ainda precisamos resolver, imaginamos a viagem do próximo final de semana e/ou sentimos culpa por termos decidido comer algo que consideramos “proibido”.
Quando estamos comendo mas não estamos de fato presentes, a experiência alimentar fica incompleta, nos desconectamos de nossos sinais internos e não obtemos o máximo de prazer que poderíamos obter. Com isso, acabamos comendo mais para nos sentirmos saciados e satisfeitos.
3. Tentar se livrar de sensações desconfortáveis por meio da comida: evolutivamente, nós temos a tendência natural de querer nos livrar daquilo que é desagradável e desconfortável, e muitas vezes acabamos usando a comida com essa função. É o chamado comer emocional. E não há nada de errado em se buscar um pouco de conforto no alimento, mas isso se torna problemático quando a comida passa a representar um dos únicos modos de enfrentamento de emoções. Se o dia foi ruim no trabalho, “merecemos” passar no restaurante fast food favorito; se estamos entediados, pegamos um saco de salgadinho e nos sentamos em frente à televisão; se estamos cansados, abrimos uma lata de cerveja.

Tente perceber o quanto seus estados emocionais têm influenciado a quantidade e o momento em que se alimenta.



"Não consigo decidir se preciso de um abraço, de um café grande, de seis doses de vodka ou de duas semanas de sono."
4. Se tratar de forma dura e pouco compassiva. Temos muita dificuldade em lidar com nossas falhas e vulnerabilidades. Isso cria um desconforto que, como descrito acima, pode ser “tamponado” por meio da comida. Além disso, não exercitamos nossa permissão incondicional de comer aquilo que nos dá prazer e, quando comemos, nos sentimos tão culpados que passamos a funcionar no modo “8 ou 80”: agora que comi o que não devia, já era, vou continuar comendo!
Tente reconhecer e aceitar suas fragilidades, não se culpe e não se martirize. Trate-se como trataria um amigo querido que está sofrendo. E, se escolheu comer, procure apreciar e agradecer por estar comendo.  
"Cuide da sua parte frágil."

E vocês, identificam outras barreiras? Têm outras sugestões? Comentem aqui :)
Boa semana!

terça-feira, 19 de abril de 2016

As principais barreiras para comer melhor - parte 1

"Parece sempre impossível, até que é feito"

Muitas pessoas chegam ao consultório e dizem que até sabem o que precisam fazer/mudar na alimentação, mas que de fato não conseguem tirar aquilo do plano das ideias e concretizar mudanças graduais e duradouras de comportamento alimentar.
E por que não conseguem? Bem, essa é a pergunta de um milhão de dólares! Não existe uma resposta absoluta, cada pessoa tem uma história de vida e um padrão único de crenças e comportamentos. Neste post e no próximo, tentarei abordar algumas das principais barreiras para comer melhor que identifico em meus pacientes:
1. Cuidar dos outros e não de si: existem pessoas extremamente cuidadosas, sempre pensando nos outros e colocando os desejos e necessidades dos demais diante dos seus próprios interesses. É o caso de uma paciente, por exemplo, que acorda cedo para servir o café da manhã ao marido e às filhas e, quando se dá conta, já está atrasada para o trabalho e sai sem comer. Ou de um outro paciente que, por sempre fazer hora extra no trabalho (para dar conta de terminar aquilo que os colegas de equipe não conseguiram), nunca consegue chegar cedo em casa para cozinhar algo gostoso, e acaba pedindo delivery. Não há problema em ser solidário e ajudar os outros, mas constantemente abrir mão do seu próprio autocuidado pelo do próximo pode se tornar um problema.
2. Responsabilizar as circunstâncias da vida pelas escolhas alimentares: as situações diárias em nossa rotina são o que são, e muitas vezes não temos como mudá-las. O que podemos é tentar controlar a nossa resposta, nossa escolha diante da realidade atual. Alguns pacientes ficam esperando o “momento ideal” para começar a fazer mudanças na alimentação, mas como o ideal não existe, acabam deixando sempre para depois. A vida é corrida sim, cheia de imprevistos, mas é nesse contexto que podemos sempre buscar uma alternativa. Uma paciente, por exemplo, se programou para fazer salada de quinua com damasco e frango grelhado no jantar. Porém, como as coisas no trabalho não saíram como o previsto e ela saiu muito tarde, acabou se frustrando e ligando o “dane-se”: passou no drive through da lanchonete e comeu um sanduíche com batatas fritas no próprio carro. Almeje progresso, e não perfeição. Tente fazer a melhor escolha diante da situação que se apresenta, mesmo que não seja a escolha “perfeita”.
3. Não ter a comida como prioridade na vida: uma querida amiga nutricionista sempre diz que a comida não é a coisa mais importante da nossa vida, mas que deve ser uma delas. Quando as pessoas dizem que não têm tempo para pensar no que comer, para comprar alimentos in natura, para cozinhar mais em casa, eu sempre me lembro que tempo é questão de prioridade. Fazer mudanças na alimentação requer dedicação e desejo de olhar para a rotina e entender como e por que se está comendo. Cozinhar mais é uma das grandes mudanças que podemos fazer em prol de nossa saúde física e mental. Para quem duvida, sugiro assistir ao documentário “Cooked”, disponível no Netflix.
E você, se identifica com alguma dessas barreiras? Reconhece outras na sua rotina? Deixe seu comentário :)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Quando a motivação é o emagrecimento... Que mal há?



“Bom dia, Fulano, me conte um pouco sobre você e sobre como posso te ajudar”. Essa é sempre uma das primeiras perguntas que faço a meus pacientes novos, e confesso que fico com um pé atrás quando a resposta é uma variante de “eu quero perder peso”, mesmo quando o indivíduo de fato poderia ser classificado como sobrepeso ou obeso.

Não é porque eu não queira entender e validar o desejo de emagrecer daquela pessoa; concordo que, em nossa sociedade bastante gordofóbica, é difícil ser obeso. É difícil se sentir confiante e ter crítica a todo momento do padrão de imagens manipuladas e glamourizadas de corpos que nos é imposta. É difícil lidar com algumas limitações de um corpo gordo (por exemplo, encontrar roupas confortáveis e que não pareçam “sacos de vestir”, como uma paciente minha descreveu).
A razão principal para eu ficar ressabiada quando o indivíduo diz que veio me procurar porque quer perder peso é simples: percebo que o desejo de emagrecer não é um bom motivador para mudanças de comportamento duradouras.
Explico melhor: sou muito fã dos chamados baby steps, ou seja, das mudanças pequenas mas que vamos fazendo consistentemente e que ao longo do tempo nos alavancam a mudanças maiores e mais impactantes. Um paciente que quase nunca come salada e frutas, por exemplo, provavelmente não vai perder peso tão já; é preciso criar uma meta pequena, como inserir uma fruta no meio da tarde, para depois de um tempo – quando essa fruta virar hábito – inserir um legume da preferência do paciente no almoço, e também no jantar, e mais uma fruta... Até que chegamos a um padrão adequado e saudável de alimentação. Acho que a maioria dos nutricionistas há de concordar que pequenas mudanças graduais são mais vantajosas a longo prazo que grandes mudanças radicais e abruptas.
Mas aí entra a ironia da história: quando a motivação do paciente para mudar comportamentos é emagrecer, ele muitas vezes não tem a paciência e a disposição para seguir esse processo orgânico. Porque começar comendo uma fruta, e depois aumentar para duas, e depois colocar a salada não necessariamente faz com que o indivíduo perca peso de forma rápida. Apesar dos benefícios à saúde que esses comportamentos estão trazendo, a tão esperada mudança corporal não vem na mesma velocidade. Então, o indivíduo desanima. Vem o pensamento: se não consigo fazer “perfeito”, do que adianta? Aí, o modo “dane-se” é ativado e a pessoa volta a se comportar como antes. Algo parecido acontece com a prática de atividade física: ou o indivíduo já começa a academia de segunda a sexta, uma hora ao dia, ou então “do que adianta” fazer duas vezes por semana por 40 minutos? Todo mundo sabe que isso não resolve nada! Nesse momento, o imediatismo toma conta e parece que qualquer coisa vale, contanto que o número na balança caia progressivamente.
Por isso que acho contraproducente enfatizar a medida do resultado do tratamento nutricional em número de quilos perdidos. Prefiro medir com base nos comportamentos que foram modificados e no bem-estar/saúde que essas mudanças trouxeram, independentemente da perda de peso. Como diz a nutricionista americana Mary Ryan, autora do blog BeyondBroccoli: progress, not perfection (progresso, e não perfeição).

quarta-feira, 23 de março de 2016

Como falar com seu corpo

"Não há pré-requisitos para se amar"
 
Hoje recebi por email uma newsletter do autor americano Elisha Goldstein, que também é um dos fundadores do The Center for Mindful Living em Los Angeles (saiba mais aqui). Tratava-se de um ensinamento do Buda sobre comunicação assertiva e empática, ou seja, uma maneira de dialogar com os outros que não provoca conflito e hostilidade. Resolvi trazer aqui no blog essas orientações budistas milenares para pensarmos um pouco na maneira como temos dialogado com nós mesmos, especialmente com nosso corpo.
A mensagem é simples. Ao falar/escrever, deixe suas palavras passarem por três filtros:
É verdadeiro?  Seus pensamentos e sensações em relação ao seu corpo representam uma verdade absoluta ou estão sendo influenciados por julgamentos excessivamente rígidos? Quando você pensa “estou gordo”, será que isso é mesmo real ou talvez o sentir-se gordo esteja camuflando uma outra emoção difícil? Todos te caracterizariam como uma pessoa gorda? E se for real, será que “gordo” é um adjetivo neutro para você, uma simples caracterização do seu estado físico, ou será que já não traz consigo significados e conotações morais e pejorativas?
É necessário? O quanto reclamar de seu corpo já contribuiu com uma melhora efetiva de sua relação consigo mesmo e de seu autocuidado? Será que é preciso despender tanta energia negativa com ruminações sobre o quanto seu corpo está “inadequado”? Que consequências isso trará em sua vida?
É gentil? Depreciar seu corpo te tornará mais confiante e motivado em adotar novos comportamentos? Você usaria as mesmas palavras que repete a si mesmo sobre seu corpo para falar de um amigo? Ou será que soaria muito ofensivo? Por que então se agredir?
Deixo então uma sugestão: experimente monitorar seu “diálogo mental” e tente mudar o tom quando estiver sendo excessivamente rígido e negativo em relação a seu próprio corpo. Ele é seu veículo aqui na Terra e merece seu respeito.
Boa semana!



terça-feira, 8 de março de 2016

Saúde mental apresenta deterioração após cirurgia bariátrica

Não é novidade que o número de cirurgias bariátricas no Brasil – e no mundo – tem crescido, e cada vez mais pessoas buscam o procedimento com a promessa de emagrecimento sustentado a longo prazo e melhor qualidade de vida. Entretanto, alguns estudos já mostram que o reganho de peso, muitas vezes excessivo, é inevitável (veja aqui e aqui), e alguns pacientes, inclusive, acabam por refazer as cirurgias devido a falhas em perder peso/manter o peso perdido (veja aqui).

Em relação ao bem estar psíquico, indicadores de saúde mental costumam melhorar nos dois primeiros anos pós-cirúrgicos, porém, após o terceiro ano esses efeitos tendem a não ser mais observados, e alguns pesquisadores chegam a afirmar que a taxa de suicídio entre pacientes bariátricos é significantemente maior que na população geral (veja aqui e aqui).

Um estudo israelense recente avaliou durante dez anos um grupo de indivíduos que passaram pela cirurgia, bem como um grupo de pessoas que passaram por programa de emagrecimento não cirúrgico. Os achados mostram que, ao final do período, indicadores de saúde mental apresentaram deterioração significante em comparação com os dados pré-operatórios, mesmo obtendo e mantendo uma perda de peso de sucesso para a técnica cirúrgica. O grupo que não passou pelo procedimento permaneceu psicologicamente estável em todos os pontos de análise do estudo.

Algumas explicações sugeridas pelos autores para essa piora na saúde mental é que os indivíduos que passam pela cirurgia muitas vezes têm expectativas muito altas sobre os ganhos que terão com ela, isto é, depositam todas as esperanças de felicidade e bem estar no emagrecimento promovido pela cirurgia. Eu mesma já vi muitos pacientes se desiludirem, pois emagreceram e a vida continuou com os mesmos problemas e conflitos; e muitas vezes, os problemas estão até piores, pois antes a pessoa usava a comida como recurso para lidar – ou melhor, não lidar – com algumas questões de sua vida, e após a cirurgia isso se torna mais difícil...

Muitos acham que a cirurgia é uma “solução mais fácil” para a questão da obesidade grau 3, a também chamada “obesidade mórbida”. Mas essa e outras pesquisas mostram que é justamente o contrário. A cirurgia deve ser o último recurso e os pacientes devem ser muito bem avaliados, já que é um procedimento drástico e que promove muitas mudanças fisiológicas e psicológicas. Daí a importância de uma boa indicação cirúrgica e de um bom acompanhamento multiprofissional.

Boa semana todos!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Lutando contra a obesidade ou contra o obeso?


 
Muitos que conhecem meu trabalho e/ou acompanham os posts aqui do blog sabem que eu tenho lutado – assim como outras colegas de profissão, diga-se de passagem – contra a visão do nutricionista como “emagrecedor”, pois é com essa expectativa que muitos pacientes vêm até nós ou são encaminhados por outros profissionais de saúde.

Já existem diversos trabalhos apontando a existência de obesos metabolicamente saudáveis, isto é, pessoas obesas que apresentam perfil metabólico adequado/saudável (veja aqui um estudo brasileiro revisando essa questão); já existem estudos que mostram que pessoas obesas apresentam menor mortalidade em casos específicos (por exemplo no diabetes tipo 2, como eu escrevi neste post); e há também pesquisadores que afirmam que uma perda de 5 a 10% do peso corporal – menos estética, porém mais fácil de ser alcançada e mantida – já é suficiente para reduções clinicamente significativas em marcadores de risco de doenças. Ainda assim, percebo um aumento cada vez maior e mais agressivo na tal “luta contra a obesidade”.

Quem trabalha na área e acompanha os achados científicos sabe que a obesidade é uma condição influenciada por diversos fatores – sedentarismo, ambiente atual que favorece um consumo maior de alimentos processados, genética, emoções e recursos de enfrentamento de situações estressantes, hormônios, bactérias intestinais, poluição... –, e nem todos passíveis de serem controlados em nível individual. Alguns pesquisadores apontam que indivíduos obesos, especialmente aqueles que já o são há algum tempo, possuem ainda adaptações biológicas que tornam a perda de peso bastante difícil: proliferação de preadipócitos, redução no gasto energético basal e aumento do craving por comida devido à prática de restrições calóricas (dietas!). Tratamentos medicamentosos e cirúrgicos parecem ter uma resposta mais rápida na perda de peso, mas não vêm sem efeitos colaterais adversos e muitas vezes não garantem que o peso perdido se sustente, já que as adaptações biológicas podem persistir mesmo quando o indivíduo atinge um IMC “saudável” (leia sobre isto no jornal científico The Lancet).

Não estou defendendo que todo obeso seja saudável, assim como não podemos afirmar que todos os magros o são; não proponho que sejamos lenientes quanto aos fatores ambientais que podem ser abordados para prevenir que mais pessoas se tornem obesas. Mas acredito que devemos ajudar o indivíduo a promover mudanças de comportamento que gerem saúde, independentemente da perda de peso. Acredito que devemos lutar não contra a obesidade, mas sim contra o estigma que a acompanha e que inclusive gera prejuízos à saúde psíquica de pessoas obesas. 


Charge que demonstra estigma da obesidade na área da saúde: "Doutor, fui empalado!" "Bem, talvez você se sinta melhor se perder peso."

Vamos refletir sobre isto?

Boa semana a todos!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Perda de peso e aumento de mortalidade no diabetes tipo 2

Já em 2013 eu escrevi um post no blog (veja aqui) sobre os resultados do ensaio clínico Look AHEAD, que teve como objetivo principal avaliar os efeitos de um programa intensivo de mudanças no estilo de vida na perda de peso de mais de 4.000 indivíduos com diabetes tipo 2 (DM2) que apresentavam excesso de peso. Em resumo, obteve-se que a perda de peso nos sujeitos estudados não promoveu uma redução na ocorrência de derrames, ataques cardíacos ou morte por eventos cardiovasculares – mesmo com a melhora nos parâmetros bioquímicos relacionados à ocorrência desses eventos. E agora em janeiro um estudo de coorte foi publicado (veja aqui)  trazendo resultados semelhantes e ainda mais interessantes.

Os pesquisadores acompanharam por 19 anos 761 pacientes adultos com sobrepeso e obesidade que apresentavam diagnóstico recente de DM2. O que se encontrou é que a perda de peso nesses indivíduos – mesmo naqueles com obesidade – foi um fator de risco independente para o aumento da mortalidade por todas as causas. Os autores sugerem um melhor prognóstico para aqueles que mantiveram o peso.

Você não leu errado: perder peso (intencionalmente ou não) pode ser um “tiro pela culatra” para pessoas adultas com diagnóstico de DM2. O estudo controlou diversas variáveis, o que torna esses achados verdadeiramente significantes.

Com base nesse estudo científico, proponho uma reflexão: vamos rever nossas condutas terapêuticas e nossa insistência em usar perda de peso como parâmetro de sucesso de tratamento com nossos pacientes? Vamos focar em mudanças de comportamentos que promovam saúde, mesmo que elas não resultem em perda de peso?
Boa semana a todos!