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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Ritalina não melhora cognição em pessoas saudáveis
Já fez um tempo que venho me assustando com o uso crescente e indiscriminado do metilfenidato (nome comercial: ritalina) por pessoas saudáveis que buscam uma melhora na concentração/cognição, incluindo estudantes e profissionais de saúde. Felizmente, um estudo recente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgado no jornal Estado de São Paulo encontrou que a substância não traz benefícios a pessoas saudáveis.
Jovens saudáveis entre 18 e 30 anos foram divididos em quatro grupos: um tomou placebo e os outros três tomaram diferentes doses da droga (10, 20 ou 40mg). Os participantes foram então submetidos a diferentes testes que avaliaram grau de atenção, memória e funções executivas (funções como raciocínio, lógica, tomada de decisões). Resultado: o desempenho dos grupos foi semelhante, desbancando a hipótese então de que a ritalina poderia ajudar a "turbinar o cérebro".
Importante ressaltar que o metilfenidato pertence à classe das anfetaminas, assim como os inibidores de apetite recentemente proibidos pela Anvisa (anfepramona, femproporex, mazindol), e seu uso é indicado em casos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). A substância possui diversos efeitos colaterais (aumento do risco de convulsão, suor, calafrios, prejuízo de julgamento, irritabilidade) e pode provocar dependência, portanto seu uso deve ser muito bem avaliado por um médico.
Quer estudar e trabalhar melhor? Organize-se para ter uma boa noite de sono; alimente-se e hidrate-se bem; faça atividade física e garanta um tempo de lazer. Ainda mais agora com as festas de fim de ano chegando!
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