Olá pessoal! Como faz um tempinho que não escrevo, teremos post duplo esse fim de semana! O de hoje é mais descontraído, até mesmo poético... É uma visão diferente sobre o que é alimentação saudável... A autora chama-se Ellyn Satter, é uma nutricionista americana que eu adoro... Inspirem-se!
"“Alimentar-se normalmente é ser capaz de comer quando você está com fome e continuar comendo até você ficar satisfeito. É ser capaz de escolher os alimentos que você gosta e comê-los até aproveitá-los suficientemente – e não simplesmente parar porque você acha que deveria. Alimentar-se normalmente é ser capaz de usar alguma restrição na seleção de alimentos para consumir os alimentos certos, mas sem ser tão restritivo a ponto de não comer os alimentos prazerosos. Alimentar-se normalmente é dar permissão a você mesma para comer às vezes porque você está feliz, triste ou chateado ou apenas porque é tão gostoso. É também deixar alguns biscoitos no prato porque você pode comer mais amanhã ou então comer mais agora porque eles têm um sabor maravilhoso quando estão frescos. Alimentar-se normalmente é comer em excesso às vezes e depois se sentir estufado e desconfortável. Também é comer a menos de vezes em quando, desejando ter comido mais. Alimentar-se normalmente é confiar que seu corpo conseguirá corrigir os errinhos da sua alimentação. Alimentar-se normalmente requer um pouco do seu tempo e atenção, mas também ocupa o lugar de apenas uma área importante, entre tantas, de sua vida. Resumindo, o “comer normalmente” é flexível e varia em resposta às nossas emoções, nossa agenda, nossa fome e nossa proximidade com o alimento.”
Beijos e até amanhã!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Novo seriado: "Huge"
Quem é gordo sabe: fazer dieta não funciona. E o novo seriado da ABC, "Huge", o qual tive o prazer de assitir agora mesmo, mostra exatamente isso.
A história é sobre pais que têm a infeliz idéia de enviar seus filhos gordos (e lindos, por sinal) para um acampamento destinado à perda de peso. Regados a espinafre e uma treinadora física completamente neurótica, os adolescentes vivem o drama de sofrerem discriminação até mesmo entre eles próprios. Aos poucos, os efeitos da dieta imposta aos acampantes começam a surgir: pensamentos obsessivos por comida, contrabando de alimentos "proibidos" e uma garota que começa a vomitar por ter comido doces.
O ponto central da trama, entretanto, é o fato da protagonista (a mesma do filme Hairspray, inclusive) se recusar a aceitar o que a sociedade já internalizou: "ser gordo é ruim". Por quê? Porque é "feio"? Bom, ela não acha. Porque é uma "doença"? Bom, eu não concordo muito com essa visão, sabe-se que existem pessoas gordas que são saudáveis: se exercitam, comem bem, têm exames (colesterol, triglicérides, glicemia) normais... Eu sei que existem estudos que mostram que a obesidade é um fator de risco para algumas doenças, mas até aí, fazer dieta é um fato de risco para transtorno alimentar, e que eu saiba ninguém diz que isso é doença... Bom, talvez eu diga.
A história é sobre pais que têm a infeliz idéia de enviar seus filhos gordos (e lindos, por sinal) para um acampamento destinado à perda de peso. Regados a espinafre e uma treinadora física completamente neurótica, os adolescentes vivem o drama de sofrerem discriminação até mesmo entre eles próprios. Aos poucos, os efeitos da dieta imposta aos acampantes começam a surgir: pensamentos obsessivos por comida, contrabando de alimentos "proibidos" e uma garota que começa a vomitar por ter comido doces.
O ponto central da trama, entretanto, é o fato da protagonista (a mesma do filme Hairspray, inclusive) se recusar a aceitar o que a sociedade já internalizou: "ser gordo é ruim". Por quê? Porque é "feio"? Bom, ela não acha. Porque é uma "doença"? Bom, eu não concordo muito com essa visão, sabe-se que existem pessoas gordas que são saudáveis: se exercitam, comem bem, têm exames (colesterol, triglicérides, glicemia) normais... Eu sei que existem estudos que mostram que a obesidade é um fator de risco para algumas doenças, mas até aí, fazer dieta é um fato de risco para transtorno alimentar, e que eu saiba ninguém diz que isso é doença... Bom, talvez eu diga.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Propaganda de alimentos ricos em açúcar, sódio e gordura terá alerta
Foi publicada hoje no Diário Oficial da União uma resolução da Anvisa (RDC 24, de 15 de junho de 2010) que diz que alimentos ricos em sódio, açúcar e gordura deverão ter alertas à saúde em suas propagandas. Se estas forem no rádio, por exemplo, o locutor terá que fazer o alerta; se forem na televisão, a narração fica sob a responsabilidade do personagem principal.
Os alertas visam informar aos consumidores sobre os possíveis danos à saúde caso haja um consumo exagerado do alimento em questão. Resta saber se, a longo prazo, essa medida vai promover o consumo consciente desses alimentos ou se somente vai deixar a população mais neurótica. Um estudo americano de 2005, por exemplo, verificou que a maioria dos adolescentes não mudou sua escolha de fast-food após ser apresentada a um cardápio que continha o conteúdo de calorias e gordura dos alimentos. Vamos aguardar...
Os alertas visam informar aos consumidores sobre os possíveis danos à saúde caso haja um consumo exagerado do alimento em questão. Resta saber se, a longo prazo, essa medida vai promover o consumo consciente desses alimentos ou se somente vai deixar a população mais neurótica. Um estudo americano de 2005, por exemplo, verificou que a maioria dos adolescentes não mudou sua escolha de fast-food após ser apresentada a um cardápio que continha o conteúdo de calorias e gordura dos alimentos. Vamos aguardar...
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Exercício consciente ("mindful exercise")
Atualmente, todos sabemos que as principais razões que nos motivam a praticar atividade física são o culto à estética e a preocupação com a saúde. Em meio a tanto alarde e informação sobre como queimar mais gordura, como modelar mais rapidamente os músculos e como melhorar a saúde cardiovascular, acabamos nos esquecendo do prazer e bem-estar que sentíamos quando criança ao brincarmos de pega-pega e esconde-esconde. Sem precisar contar calorias, ou usar um relógio para monitorar a pulsação, ou um tênis anti-impacto. Na tentativa de resgatar a prática de atividade física como fonte de prazer e nos fazer prestar mais atenção ao que nossos corpos nos dizem, criou-se o termo "mindful exercise", isso é, exercício consciente. Um exercício consciente é aquele que:
1. É usado para energizar o corpo, e não para exauri-lo ou depletá-lo;
2. Serve para aumentar a coordenação e a conectividade entre corpo e mente;
3. Alivia o estresse mental e físico, não contribuindo para aumentá-lo;
4. Proporciona prazer, não dor, e não funciona como punição (comi demais, então...)
Se você é daqueles que precisa fazer um enorme esforço para sair de casa e ir até a academia que fica ao lado de casa, ou se entra numa aula de spinning não vendo a hora dela acabar, reavalie se você realmente gosta da atividade física na qual está se engajando. E pense nas quatro condições acima. Seu corpo irá agradecer. Você também.
1. É usado para energizar o corpo, e não para exauri-lo ou depletá-lo;
2. Serve para aumentar a coordenação e a conectividade entre corpo e mente;
3. Alivia o estresse mental e físico, não contribuindo para aumentá-lo;
4. Proporciona prazer, não dor, e não funciona como punição (comi demais, então...)
Se você é daqueles que precisa fazer um enorme esforço para sair de casa e ir até a academia que fica ao lado de casa, ou se entra numa aula de spinning não vendo a hora dela acabar, reavalie se você realmente gosta da atividade física na qual está se engajando. E pense nas quatro condições acima. Seu corpo irá agradecer. Você também.
sábado, 12 de junho de 2010
64% das universitárias brasileiras estão insatisfeitas com o corpo
A afirmativa do título foi um dos resultados encontrados numa pesquisa que acabou de ser publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria. O estudo avaliou aproximadamente 2400 universitárias de cursos da área da saúde (exceto nutrição e medicina) das cinco regiões brasileiras, e adivinhem: as universitárias que desejavam ser menores (isto é, mais magras) eram as da região Norte! E mais: quase metade (47,8%) das estudantes com peso normal desejavam ser mais magras e acreditavam inclusive que isso era necessário para serem saudáveis. Ou seja, tanto se fala sobre o padrão de beleza, que é muito magro e rígido, mas talvez fosse interessante rever o próprio padrão de saúde que está sendo propagado pela sociedade, pela mídia e também pelos profissionais da área.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Saber que seu filho tem excesso de peso faz com que os pais encoragem a prática de dietas
Um estudo publicado na revista científica Pediatrics comparou os comportamentos de pais que sabem que seus filhos estão acima do peso (com sobrepeso ou obesidade) e daqueles que não sabem, isto é, que acreditam que o peso do seu filho está adequado. O interessante é que não houve diferença entre os grupos nos quesitos número de refeições em família (sabe-se que quanto maior, melhor), disponibilidade de frutas e verduras e também de guloseimas (refrigerantes, doces) na residência, e incentivo para que o adolescente escolhesse alimentos mais saudáveis e praticasse exercício físico. A única diferença encontrada foi: pais que entendem que seu filho tem excesso de peso tendem a encorajar com mais frequência a prática de dietas. E tem mais: não houve diferença significante entre os grupos na porcentagem dos adolescentes que permaneceram com excesso de peso ao longo dos cinco anos do estudo. Isto é: saber que o filho estava gordo fez com que os pais incentivassem mais a prática de dietas (fator de risco importante para o surgimento de transtornos alimentares, diga-se de passagem), mas não fez com que ele emagrecesse! Mais uma vez, percebe-se que boas intenções nem sempre bastam. Que tal os pais começarem a focar na saúde de seus filhos e em alguns comportamentos benéficos (realizar mais refeições em família, comprar menos refrigerante) ao invés de se preocuparem pura e simplesmente com a perda de peso?
domingo, 6 de junho de 2010
Por debaixo do véu
O que era para ser um dos dias mais felizes da vida de uma mulher acaba se tornando uma verdadeira tortura. Estudo australiano com 879 noivas entre 18 e 49 anos constatou o que muita gente já sabe: o desejo de estar mais magra no dia da cerimônia é bastante comum entre elas, principalmente entre as mais gordinhas. Em média, as participantes do estudo desejavam perder 8kg até o dia do casamento, independentemente da idade. Para isso, 80% delas planejavam se exercitar mais; 74% manifestaram a intenção de seguir um "plano alimentar saudável " (vai saber o que cada uma intende por saudável); 1,3% relataram que tomariam laxantes e uma noiva disse inclusive que pretendia fazer cirurgia bariátrica. Um outro estudo semelhante constatou que algumas noivas chegaram até mesmo a comprar um vestido um tamanho menor para se obrigarem a emagrecer! O pior é que o estímulo para perder peso pode vir da própria família ou mesmo do próprio noivo, ou seja, na minha cabeça isso soa como: "olha, nós nem nos casamos ainda, mas eu já não te aceito do jeito que você é, portanto trate de perder peso!"
Lamentável...
OBS: dedico esse post a uma grande amiga que se casará em breve e, apesar de ter um peso absolutamente adequado e um corpo de dar inveja, está fazendo dieta.
Lamentável...
OBS: dedico esse post a uma grande amiga que se casará em breve e, apesar de ter um peso absolutamente adequado e um corpo de dar inveja, está fazendo dieta.
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