quarta-feira, 1 de abril de 2015

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?


Esta semana, que antecede a Páscoa, é chamada pelos católicos de Semana Santa, e é para mim um momento de bastante reflexão sobre a necessidade que temos de “renascer” para determinadas situações e circunstâncias de nossa vida. Assim como eu acredito que Jesus Cristo morreu por compaixão a nós e ressuscitou para que tivéssemos uma nova vida, cheia de esperança e amor, também acredito que podemos aproveitar a Páscoa para alimentarmos nossa autocompaixão e a esperança de construir uma nova relação com a comida.

Todos sabemos que, na Páscoa, existe um apelo consumista exagerado em torno do chocolate, um dos alimentos mais vistos pelas pessoas como “proibido” ou “engordativo”. Junte esse apelo comercial com a aura de “proibido” e essa se torna uma época de exagero e culpa para indivíduos com transtornos alimentares ou com uma relação complicada com a comida e o peso. Se esse é o seu caso, reflita sobre o seguinte:

1. Chocolate é só chocolate. Quando você consegue vivenciar a experiência de degustar de verdade um chocolate, envolvendo nisso todos os seus sentidos, sem deixar a cabeça ser levada pela enxurrada de pensamentos negativos, depreciativos e culpa, você aos poucos chega ao entendimento de que chocolate é apenas isso: chocolate. Sim, ele é gostoso e prazeroso. Mas você não consegue comer 200g de uma vez se estiver plenamente conectado com a experiência e não se julgar por estar comendo algo tido como “proibido”.

2. Exerça sua seletividade. Se for mesmo comprar mesmo um ovo de Páscoa (apesar dos preços abusivos!), pense: você realmente prefere comprar um ovo de Páscoa imenso daquela marca comum ou de repente vale a pena comprar um ovo menor de uma marca mais saborosa e gourmet?

3. Aproveite o simbolismo espiritual dessa festa para rever questões importantes sobre sua vida. Autocompaixão é sermos tolerantes com nossos erros e limitações, é a capacidade de nos perdoarmos quando acreditamos que fizemos algo errado. O quanto eu consigo exercer a autocompaixão depois de comer um grande quantidade de chocolate? Como eu consigo cuidar melhor de meu corpo, sem ser por meio de restrições e culpa, e amá-lo um pouco mais?   

E lembre-se:



Boa Páscoa a todos!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Livro infantil incentiva imagem corporal positiva


Há um tempo, escrevi aqui no blog sobre um livro infantil americano chamado “Maggie goes on a diet” (“Maggie faz uma dieta”, em tradução livre). Ele fala sobre uma criança que começa a fazer uma dieta para perder peso, e conforme vai obtendo “resultados” é amplamente incentivada e “aplaudida”. A descrição do livro coloca que:

“Esse livro é sobre uma garota de 14 anos que entra numa dieta e é transformada de uma garota extremamente insegura e com sobrepeso em uma garota de tamanho normal que se torna a estrela do time de futebol da escola. Por meio de tempo, exercício e trabalho duro, Maggie se torna mais e mais confiante e desenvolve uma autoimagem positiva.”

Basicamente, o livro cai na famosa falácia de que se você perder peso, sua vida vai mudar pra melhor: tchau insegurança, olá realizações, agora eu me amo. Mas é claro que não é tão simples assim. Quem trabalha com questões de alimentação e corpo e as próprias pessoas que sofrem com essas questões sabem que essa afirmação é bastante reducionista.

Além disso, como eu bem escrevi na época, acredito ser maléfico incentivar crianças de 4 a 8 anos (público-alvo do livro) a fazerem dietas, e já existem inúmeros estudos que confirmam que dietas são um fator de risco poderoso para o desenvolvimento de alimentação transtornada, transtornos alimentares, para o ganho de peso e para o desenvolvimento de uma pior autoestima e uma pior imagem corporal (para ler mais sobre esses achados, sugiro as publicações científicas da nutricionista americana Dianne Neumark-Sztainer, que podem ser encontradas no Pubmed).

Em contraponto a este livro, a americana Judith Matz, que trabalha há 25 anos como terapeuta especializada no tratamento de transtornos alimentares, escreveu o livro infantil “Amanda’s big dream” (“O grande sonho de Amanda”, veja aqui). Ele fala sobre uma jovem patinadora que ouve de sua técnica que está muito gorda, e por isso se desanima e para de patinar (pra quem acha que informar o outro sobre seu grau de obesidade pode ser algo positivo e motivador, sinto dizer que o efeito é justamente o contrário). Porém, após um reforço positivo de seus pais e de sua médica, que disseram que o tamanho de seu corpo não era um problema e de que ela poderia alcançar seu sonho de se tornar uma grande patinadora por meio de seu esforço e prática na modalidade, ela voltou aos treinos e viu que o importante era fazer aquilo que de fato amava, independentemente dos resultados.

A obra traz lustrações belíssimas e algumas importantes mensagens para a geração mais nova:

1. Seu corpo não é um impeditivo para que você seja feliz e tenha saúde.

2. A saúde pode vir em todos os tamanhos. O que importa não é o peso, e sim seu estilo de vida e o engajamento em comportamentos que de fato promovem saúde: dormir bem e em quantidade suficiente, comer uma ampla variedade de alimentos e comidas, se alimentar de acordo com seus sinais de fome e parar de comer quando estiver satisfeito, praticar atividade física regular e que traga prazer...

Em resumo: a felicidade não pode ser medida em quilos e seu valor como pessoa não pode ser dependente do tamanho do seu corpo.


Pense nisso!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Anfetamina liberada para o tratamento da compulsão alimentar nos EUA

Propaganda da década de 50 de um anfetamínico

A FDA (Food and Drug Administration), agência americana que regula a liberação de novos medicamentos, aprovou em fevereiro uma nova droga para ser usada no tratamento do transtorno de compulsão alimentar (TCA), chamada Vyvanse. No Brasil, o remédio se chama Venvanse e seu uso é aprovado somente para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

A substância ativa, lisdexanfetamina, é da família das anfetaminas, drogas já conhecidas por seu papel estimulador do sistema nervoso central e por seu papel anorexígeno, ou seja, promovem inibição da fome. As anfetaminas, muito usadas anteriormente no tratamento da obesidade, foram banidas pela Anvisa em 2011 e em 2014 o Senado aprovou um projeto de lei (discute-se que pressionado pela indústria farmacêutica) que libera novamente o comércio dessas drogas. O estudo que validou a aprovação da droga nos EUA foi bastante abrangente (veja aqui) e verificou que uma determinada dosagem do medicamento foi capaz de reduzir o número de episódios de compulsão alimentar em comparação com o grupo placebo após 11 semanas de uso. Alguns efeitos adversos comuns incluem risco aumentado de dependência, taquicardia, agitação, insônia, labilidade emocional e, é claro, falta de apetite e perda de peso. A empresa Shire, que fabrica a droga, já contratou até mesmo uma garota propaganda: a tenista aposentada Monica Seles, que sofre de compulsão alimentar.

Algumas coisas me incomodam a respeito dessa liberação:

1. A indústria farmacêutica, em sua campanha milionária para promover a droga, chama a atenção para a existência do TCA, transtorno alimentar ainda bastante estigmatizado e que muitas vezes fica “camuflado” por seus outros “colegas”, como a anorexia e bulimia nervosas. Aumentar a atenção para a existência da doença é algo bom. Porém, como agora o TCA está sendo vinculado à existência da droga, existe um risco do público acreditar que o remédio “cura” a compulsão, sendo que quem de fato trabalha na área sabe que os gatilhos de uma compulsão alimentar são muito mais profundos e abrangentes, e nenhuma droga é capaz sozinha de eliminá-los. Há de se considerar também que só existe um estudo avaliando a droga no tratamento do TCA, enquanto que existem muitos outros avaliando o efeito de linhas de terapia já estabelecidas (psicológica e nutricional) e com bons resultados.  

2. Existe um risco da droga começar a ser usada para perda de peso mesmo por indivíduos que não tenham compulsão alimentar, assim como o Victoza o foi (esse medicamento foi inicialmente desenvolvido e estudado para o tratamento do diabetes tipo 2, mas um dos efeitos colaterais foi perda de peso. Resultado: na semana seguinte, as prateleiras estavam vazias nas farmácias... Já escrevi sobre isso aqui).

3. Se as anfetaminas não são extremamente eficazes no tratamento da obesidade (e muitos estudos/médicos/pacientes poderão atestar isso), porque seriam no tratamento a longo prazo da compulsão alimentar, onde existe um comprometimento psicopatológico do indivíduo muito maior?


Muitos especialistas em transtornos alimentares estão cautelosos e preocupados com a rápida liberação desta droga (veja reportagem do NY Times aqui). Alguns profissionais da área, nos EUA, relatam que pacientes que já começaram a usar a droga passam “muito bem” durante o dia, enquanto a droga está agindo e a perda de apetite está acontecendo. Agora, à noite, quando o efeito da droga passa, a história é diferente. A compulsão vem com tudo. Afinal, um dos fatores precipitantes da compulsão alimentar é justamente a restrição alimentar (que a droga promove). 

Na opinião deles (e na minha também), esta droga está longe de ser a “solução” para a compulsão alimentar.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Cronicidade dos transtornos alimentares pode levar a alterações genéticas

Esses dias li no site da Douglas Mental Health University Institute, uma instituição canadense, a respeito de um estudo que será publicado no International Journal of Eating Disorders com o título “DNA methylation in individuals with Anorexia Nervosa and in matched normal-eater controls: a genome-wide study” (veja a matéria aqui). Segundo este email, o estudo revelou que, para mulheres, ter anorexia nervosa há muito tempo (ou seja, um transtorno alimentar crônico) está associado a uma maior alteração nos padrões de metilação de genes relacionados à ansiedade, imunidade e comportamento social. O autor principal já publicou outros estudos sobre genética e transtornos alimentares (veja um deles aqui).

Explicando melhor: quando o processo de metilação de genes é alterado, altera-se também a expressão desses genes. A expressão dos genes controla produção de substâncias, funções fisiológicas, respostas emocionais... Ou seja, o que o estudo a ser publicado sugere é: quanto mais tempo as mulheres mantiverem o diagnóstico de transtorno alimentar, maior a chance delas apresentarem alterações em genes que controlam níveis de ansiedade e outras funções fisiológicas.
Isso corrobora com um fato que cientificamente já sabemos: quanto mais tempo a pessoa demora pra buscar tratamento especializado, mais complicada é a remissão dos sintomas físicos e psicológicos.

Claro que teremos que ler o estudo na íntegra quando for publicado, e devemos ter em mente que esta área de pesquisa (envolvendo transtornos alimentares e genética) está em expansão. Mas com certeza os achados apontam para a importância do tratamento precoce dos transtornos alimentares. E nos faz pensar em hipóteses para estudos futuros: sabendo que a maioria dos quadros de anorexia nervosa tem como fator predisponente a prática de dietas, será que pessoas que fazem dieta cronicamente também não estariam sujeitas a alterações na expressão de seus genes?


Boa semana a todos!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Treinamento em compaixão: como me enriqueceu como nutricionista e como pode enriquecer a sua vida


Nestes últimos cinco dias, participei na Associação Palas Athena (associação sem fins lucrativos cuja missão é “aprimorar a convivência humana desenvolvendo ações educativas por meio da aproximação das culturas e articulação dos saberes”, saiba mais aqui) de um treinamento em compaixão com dois monges budistas. Um deles, inclusive, criou o que se chama de Treinamento em Compaixão na Abordagem Cognitiva (Cognitive Based Compassion Training ou CBCT), um programa que busca melhorar a qualidade de vida de diversas populações e que vem sendo avaliado por meio de estudos científicos (veja uma explicação mais detalhada sobre o método e sobre as pesquisas realizadas aqui).

O treinamento foi intenso e cansativo. Afinal, falar e praticar compaixão pode ser um tanto quanto difícil! Inclusive, o momento em que mais precisamos praticar compaixão é justamente quando ela é mais difícil... Mas fiquei muito feliz em ter participado, pois acredito que me tornou uma nutricionista melhor. Explico.

Um dos pontos que foi muito reforçado no curso, inclusive por meio da exposição de estudo científico que comprovou o fato, é que treinar compaixão – por meio de meditações e do cultivo da empatia, por exemplo – aumenta a reatividade de uma área de nosso cérebro chamada amígdala, importante na autopreservação da espécie já que é o centro identificador de situações de “perigo” e está envolvida na produção de uma resposta a emoções como medo e ansiedade. Ou seja, o estudo mostrou que, ao serem expostos a imagens negativas, os indivíduos que passaram por treinamento de compaixão se tornaram mais sensíveis a estas imagens, mas apresentaram menores escores de depressão do que os indivíduos não treinados. Isso significa que, apesar de terem sido expostos a imagens de sofrimento alheio, conseguiram expressar maior empatia mas mantendo um “distanciamento” saudável, sem “mergulhar” na situação negativa do outro.

Ora, empatia e compaixão são qualidades primordiais para qualquer bom terapeuta nutricional! De outra forma, não conseguiríamos ajudar de forma consistente nossos pacientes com suas dificuldades. Nos sentiríamos sobrecarregados demais e poderíamos nos contaminar com uma sensação de desesperança.

Outra questão é que, no treinamento de compaixão, um dos primeiros passos é desenvolver e aprimorar a nossa autocompaixão. Não podemos verdadeiramente sentir compaixão pelo outro se não sentimos por nós mesmos. E como eu já coloquei em alguns outros posts, autocompaixão implica em deixar de lado a culpa e aceitar nossas falhas, nosso caráter imperfeito, nossos desejos íntimos... Enfim, quem nós somos de fato. Implica em autoconhecimento.



A grande questão é que aceitação não significa passividade. Porém, enquanto estivermos imersos em culpa e julgamento, não poderemos enxergar a situação que tanto nos incomoda por uma perspectiva mais ampla, para podermos então encontrar um novo caminho. E eu vejo isso direto com as pessoas que buscam minha ajuda para mudar sua relação com a comida, mas que têm muita dificuldade nesse processo por se julgarem ou se criticarem demais.

Então, sou muita grata por esse curso pois contribuiu na minha evolução como nutricionista. Na minha evolução como pessoa. E espero que o exercício da compaixão possa ajudá-lo também. 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

“Se liberar, o paciente vai comer mais”


Hoje resolvi escrever sobre um dos maiores mitos da Nutrição moderna, ou melhor, um dos maiores mitos envolvendo a relação terapêutica entre o nutricionista e o paciente.

Já cansei de ouvir de colegas de profissão e de outros profissionais de saúde as seguintes frases:

“Ok, aceito que se pode comer de tudo um pouco... Mas (insira seu alimento aqui) acho melhor você não liberar pra tal paciente, se não ele vai comer demais.”

“Tem coisa que o nutricionista não pode permitir mesmo... Se sendo proibido o paciente já come muito, que dirá se estiver liberado!”

Na minha opinião, tem muita coisa errada nesse discurso.

Em primeiro lugar, um questionamento ético: quem sou eu para “permitir” ou “proibir” qualquer coisa? Quem sou eu para atribuir um julgamento moral à comida? Quem sou eu para ferir o princípio da autonomia do paciente, segundo o qual o indivíduo capacitado de deliberar sobre sua escolha deve ser tratado com respeito pela sua capacidade de decisão; segundo o qual as pessoas têm direito soberano de decidir sobre as questões relacionadas ao seu corpo e à sua vida?

Em segundo lugar, uma postura pessoal: eu não quero ter esse “poder”, essa responsabilidade perante aos meus pacientes, de decidir o que eles devem ou não comer. Eu quero ser responsável sim por auxiliá-los a adotarem uma postura mais positiva e saudável ao se alimentarem; eu me comprometo a educá-los e ajudá-los a se relacionarem melhor com a comida; mas não tenho pretensão e desejo alguns de me tornar um “policial da comida” (termo que eu e meus colegas do Genta gostamos muito de usar, e que tomamos emprestado do livro Intuitive Eating).

Em terceiro lugar, e mais importante: quem disse que a proibição alimentar faz com que as pessoas comam menos?

As referências científicas existentes e a minha prática clínica já me comprovaram que a relação é a inversa: quanto mais a comida for proibida, mais o indivíduo vai comer! Restrição leva à compulsão!

Pode reparar: você, que já fez mil dietas ou restrições alimentares, conseguiu de fato não comer um alimento que tinha vontade simplesmente porque havia se proibido de comê-lo? Ou pior: porque alguém havia proibido?

Sei que a liberdade alimentar parece assustadora de início, e entendo que internalizá-la é um processo. Inclusive já escrevi sobre isso aqui no blog (veja aqui). Mas eu não acredito na educação para uma alimentação mais saudável que não envolva a permissão incondicional para se comer.


Boa semana a todos!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Comer ou não comer? Eis a questão...

"Overthinking” é um termo em inglês que poderia ser traduzido por “pensar demais”.  Ao mesmo tempo em que hoje vivemos em um contexto de automatismo alimentar, isto é, estamos cada vez mais comendo de forma acelerada, automática e desconectada com nossos sinais internos (de fome e saciedade, por exemplo), vivemos também num ambiente de moralização da comida, em que muitas das nossas decisões alimentares são pensadas e repensadas inúmeras vezes quando estamos diante da comida: comer ou não comer, o que escolher, o que é “saudável”, o que eu "posso", e por aí vai...

De repente, estamos imersos em um redemoinho mental de incertezas, informações contraditórias, autocrítica e julgamento. Queremos basear nossas escolhas e decisões alimentares no quanto somos “merecedores”: “como sou magro, posso comer isso”, ou então “porque sou gordo, não devo comer aquilo”.



A questão é que, quase sempre, quando nos engajamos no “overthinking alimentar”, perdemos a conexão com nosso corpo, com o aqui e agora. Viajamos em nosso próprio pensamento, criamos suposições e reforçamos crenças alimentares inadequadas ("se eu comer esse brigadeiro, certeza que vou engordar"). Nossa relação com a comida começa a ficar cada vez mais complicada e negativa. Pode surgir também uma sensação de angústia e ansiedade. E quando nos damos conta, já comemos o alimento que era alvo da nossa escrutinação. E nem sequer sentimos o gosto...

Proponho nesse primeiro post do ano que tentemos não pensar demais nas nossas decisões alimentares, que não nos deixemos levar pelo nosso redemoinho mental de críticas e julgamentos. Que possamos sentir mais e nos reconectar com os sinais internos do nosso corpo, para que dessa forma tenhamos uma melhor relação com a comida e não precisemos pensar no que e quanto comer de forma obsessiva. Quando nos livramos da culpa e do julgamento, e das crenças sobre “dever ou não comer”, abrimos espaço para tentar entender se estamos ou não com fome, ou se é apenas uma vontade; podemos investigar com curiosidade em que momento a vontade surgiu, e se ela precisa ou não ser satisfeita naquele momento. Podemos estar em paz com a comida.



Boa semana a todos!